Dia de reflexão

Por Redação em 30 de abril de 2015

Mais do que um feriado, o Dia do Trabalhador (1º de maio) é um convite à reflexão: viver para trabalhar ou trabalhar para viver? As respostas poderiam ser controversas se trazidas à luz pelo universo de profissionais que atuam no Brasil.

O trabalho é essencial, mas tem que ser adequado à vida e as coisas da família e dos amigos, conforme aconselha o filósofo Carlos Edu Bernardes, para que a pessoa não trabalhe unicamente para acumular bens.

Ele lembra que a palavra trabalho vem do latim “tripalium”, que significa “instrumento de tortura”, mas, lembra que os avanços nas leis trabalhistas e a tecnologia facilitaram a vida do trabalhador.

No sistema capitalista, Carlos ressalta que muitas pessoas acabam por se perder entre a vida pessoal e o trabalho. “O capital tem que ser pensado de forma que não deixe de lado a questão humana”, reflete.

A própria história de vida do especialista em educação ambiental e em gestão de projetos culturais remete à reflexão. Com o pai acometido pelo Alzheimer desde 2008, ele teve de mudar sua rotina. Adequou sua vida profissional para ficar mais tempo em casa cuidando do pai.

A mudança não afetou sua produtividade. O filósofo dedicou-se à escrita literária que resultou em três livros. O terceiro, de poesias, será lançado no próximo dia 7, no Shopping Passeio das Águas.

História

A origem do trabalho está no primeiro livro da Bíblia Cristã, Genesis, escrito por Moisés. No versículo 19 do capítulo 3, Deus pune Adão em virtude da desobediência: “No suor do teu rosto comerás o teu pão”.

No século passado, a jornada diária de 18 horas era comum, bem como nas gerações anteriores. A diferença é que o trabalho árduo não vinha acompanhado de uma boa receita no fim do mês, mas, quase sempre de uma condição miserável. A filosofia liberal da época, especialmente nos países da Europa, já industrializados, não admitia a aprovação de leis para os trabalhadores.

Em virtude da rotina escaldante, organizaram-se movimentos em diversas partes do mundo para reivindicar a redução da jornada de trabalho para oito horas por dia. As manifestações começaram por Chicago, nos Estados Unidos, no dia 3 maio de 1886.

Três anos depois a Segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, na França, decidiu realizar manifestos anuais em prol da redução da jornada de trabalho. Em 1º de maio de 1891 dez pessoas morreram em confronto com a polícia no norte daquele país.

As lutas ganharam corpo e chegaram a praticamente todos os países. Após mais de 30 anos, finalmente o senado francês ratificou a nova jornada, de 8 horas por dia, e proclamou o 1º de Maio como feriado do trabalhador, em 1919. Desde então as lutas não cessaram. Neste ano a data completa 96 anos.

No Brasil as lutas pelos direitos trabalhistas ocorreram mais tarde, com a chegada de imigrantes europeus. Em 1917 ocorreu a primeira greve geral e, em 1925, o então presidente Artur Bernardes decretou o 1º de Maio como feriado nacional.

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